Vereador pede intervenção federal na saúde de Campos

Rafael Diniz se reuniu com diretores de hospitais conveniados para renegociar repasses, que não deverão ser feitos na íntegra nos próximos meses

Campos
Por Redação
18 de setembro de 2017 - 18h06
Documento protocolado na Câmara pelo vereador (Foto: reprodução facebook)

Documento protocolado na Câmara pelo vereador (Foto: reprodução facebook)

O vereador Jorge Virgílio protocolou uma indicação na Câmara de Vereadores de Campos, nesta segunda-feira (18) solicitando intervenção federal na saúde de Campos. O pedido deve ser votado pelo plenário na próxima sessão do legislativo, prevista para esta terça-feira (19).

Em um texto publicado em suas redes sociais, o vereador explica que a iniciativa aconteceu depois que ele visitou hospitais municipais, unidades conveniadas à prefeitura e Unidades Básicas de Saúdes (UBS) e ter encontrado “sofrimento de pacientes e seus familiares, além de ver também a incapacidade da gestão municipal de solucionar os problemas de forma urgente, como deve ser os casos que envolvam a saúde”.

Ele continua “me vi na obrigação, como vereador do município de Campos, de pedir intervenção federal para que a normalidade na saúde do nosso município possa ser restabelecida com a união dos entes federativos. Espero que a nossa indicação seja colocada na pauta já nas próximas sessões e que seja aprovada pelo plenário da Câmara! A SAÚDE TEM PRESSA!”, enfatizou.

Prefeito Rafael Diniz falou à Imprensa nesta segunda (Foto: JTV)

Prefeito Rafael Diniz falou à Imprensa nesta segunda (Foto: JTV)

Ainda nesta segunda-feira (18), o prefeito Rafael Diniz (PPS) se reuniu com os gestores dos quatro hospitais conveniados (Beneficência Portuguesa, Santa Casa, Álvaro Alvim e Plantadores de Cana) para tentar um acordo. Horas antes a situação crítica dos hospitais e risco de demissão de funcionários foram anunciados pelo sindicato dos médicos de Campos e confirmada pelo sindicato dos empregados da saúde.

Rafael informou que a Prefeitura vinha fazendo os repasses regularmente até o mês de julho, cujas despesas quitadas foram referentes ao mês anterior. No entanto, ele disse que o repasse referente a julho, que deveria ser pago em agosto, não virá de forma integral. Cerca de 50% do que cada unidade hospitalar deveria receber será depositada nos próximos dois dias, ainda segundo o prefeito.

“Todos sabem a dificuldade financeira que Campos vem enfrentado e do esforço que temos feito para manter todos os nossos contratos. os hospitais estão abertos até hoje por causa do esforço dos profissionais que estão lá dentro. Herdamos uma dívida de mais R$ 30 milhões deixados pelo governo anterior com essas unidades conveniadas. Chegamos a este momento com a dificuldade de repassar toda a verba municipal, “, comentou Diniz.

Rafael adiantou que a cada mês a prefeitura se reunirá com os representantes dos hospitais para estipular a porcentagem dos repasses a serem realizados. “O esforço é diário e mês que vem sentaremos mais uma vez para renegociar essa dívida, pagar aquilo que a gente pode, mas sempre mantendo diálogo com os hospitais. Apesar das dificuldades, tentamos garantir um serviço de qualidade para a população”, ressaltou.

O diretor da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, Jorge Almeida Miranda, disse que ainda terá que definir com sua equipe como adaptar o hospital ao volume de recursos que a Prefeitura disponibilizará, que que o prefeito admitiu que não terá como fazer o repasse na íntegra.

“O prefeito nos informou que só tem três milhões para repassar a todos os hospitais. Diante da situação, precisamos estudar uma maneira de nos adequar a essa realidade. Ainda não sabemos como fazer isso”, comentou o diretor da Beneficência Portuguesa.

Rafael Diniz com gestores de hospitais (Foto: JTV)

Rafael Diniz com gestores de hospitais (Foto: JTV)

 

 
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