Vereador da base ou da BASE?

Junto com a minha equipe de trabalho mostramos à administração pública que não iremos apenas olhar a banda passar.

Geral
Por Cláudio Andrade
20 de agosto de 2017 - 21h24

Não restam dúvidas que um político detentor de mandato tem a obrigação de se posicionar acerca da sua posição perante o poder executivo vigente.

 

No município de Campos dos Goytacazes não é diferente. Sou vereador e desde o começo do meu mandato optei por fazer parte da base de sustentação do governo Rafael Diniz, na Câmara.

 

Entendo que, no presente momento, estar ao lado do prefeito é a melhor opção. Mesmo diante de várias ações administrativas que, entendo, poderiam ter sido melhor aplicadas.

 

A grande questão é que o fato de estar na base que apóia o prefeito deixa a impressão de que somos marionetes e que chancelamos tudo que vem do CESEC, como se a Casa de Leis continuasse a ser o que sempre foi na última legislatura: a sala de estar do gabinete da ex-governadora.

 

Ao tomar posse, como representante do povo, após uma votação de dois mil duzentos e dezessete votos, coloquei como linha de conduta apoiar sem ser subserviente e tenho cumprido isso da forma mais clara e honesta e as ações falam por si.

 

Nesses nove meses de mandato (como passaram rápido) já demonstrei que não cheguei onde estou para passear.

 

Junto com a minha equipe de trabalho mostramos à administração pública que não iremos apenas olhar a banda passar. A cobrança será feita durante todo o mandato em que pese estar na base.

 

Dentro desse contexto iniciamos uma série de ações que vem dando à sociedade a certeza que sou um vereador que age, mesmo tendo compromissos políticos com a base.

 

Estamos cobrando da Secretaria de Fazenda informações acerca dos repasses feitos à empresa Prime que está há quase quatro meses sem pagar aos funcionários, os quais fizeram a denúncia e passam por dificuldades financeiras.

 

Solicitamos à Secretaria de Saúde a manutenção do atendimento 24h na Unidade Básica de Saúde de Baixa Grande. No ofício, anexei um documento que comprova a necessidade da manutenção dessa carga horária. A UBS atendeu, só no mês de junho, 5.990 pacientes.

 

Cobramos resposta também sobre o grave problema, que ainda existe que é a falta de insumos fazendo com que hospitais e UBSs estejam atendendo de forma precária a população.

 

Também foi de minha autoria ofício as empresas de ônibus solicitando o itinerário de cada uma delas. Entre as denúncias feitas pela população estão a falta de coletivos ou a demora em passar nos pontos específicos, obrigando os munícipes a utilizarem outras formas de condução.

 

Além disso, já estamos cobrando a reforma do Hospital São José e do PU de Guarus.

Sem contar inúmeras outras solicitações relevantes que são colhidas com nossas visitas semanais aos bairros do município.

 

Dentro desse contexto fica claro que ser da base NÃO significa abandonar os da BASE da pirâmide. Homens e mulheres que elegeram seus vereadores para que os mesmos os representem de forma verdadeira, colaborando quando entenderem que a ação é correta e criticando quando as coisas não caminham da forma desejada.

 

A política é nuvem e o que hoje parece certo pode não ser amanhã. Contudo, a única coisa que não pode pairar dúvidas é que um vereador não pode deixar de cobrar a um prefeito por ser da base de apoio. Isso desmerece o mandato e apequena os homens de bem.

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