Vigilância em Saúde faz alerta sobre febre amarela, após baixa procura no Dia D

Diretora afirma que embora ainda não tenha sido registrado caso da doença em área urbana, o melhor é se prevenir

Saúde
Por ASCOM
16 de julho de 2017 - 11h12
(Foto: Divulgação)

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O comparecimento de pessoas aos postos de imunização do Dia D de vacinação contra a febre amarela na área urbana de Campos neste sábado (15), foi considerado abaixo do esperado. Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Andreya Moreira, 236 pessoas compareceram aos 16 pontos com salas de vacinação, incluindo o principal deles, na Secretaria Municipal de Saúde. Ela destaca a importância do comparecimento da população para continuar com a vacinação na área urbana.

— Quanto ao interior do município, estamos tranquilos, pois praticamente toda a população alvo foi vacinada. Nossa preocupação é com a área urbana, ou seja, o Centro e bairros da cidade. Até agora, desde janeiro, imunizamos cerca de 253 mil pessoas, mas o público alvo soma cerca de 400 mil dos 500 mil habitantes. Por isso é importante as pessoas continuarem comparecendo para vacinação pelos próximos meses — alertou Andreya Moreira.

Ela destaca que as pessoas poderão continuar sendo imunizadas, porque agora Campos faz parte da área de vacinação permanente, segundo determinação do Ministério da Saúde (MS) para os municípios do estado do Rio de Janeiro. “Se estivéssemos com 350 mil vacinados no município eu já estaria mais tranquila. Estamos analisando a possibilidade de realizarmos outros Dias D. Enquanto isso, continuamos com o trabalho diário de imunização”, acrescentou Andreya.

Ainda segundo a diretora da Vigilância em Saúde, embora ainda não tenha sido registrado caso de febre amarela em área urbana, o melhor é se prevenir, uma vez que municípios próximos, como Macaé e Casimiro de Abreu, registraram casos silvestres de morte pela doença. Desde o início do ano, a febre amarela matou sete pessoas em território fluminense, sendo duas em Porciúncula, uma em Casimiro de Abreu, uma em Macaé, uma em Santa Maria Madalena, uma em Silva Jardim e uma em Maricá.

— Quando acontece algum óbito, as pessoas se assustam e procuram a vacina. Depois, não se preocupam mais. Mas esperamos que pelos próximos meses, até o final do ano, tenhamos um aumento pela procura da vacina para atingirmos a meta de 400 mil imunizados — concluiu Andreya Moreira.