Uma frota de 200 mil veículos

Município tem hoje uma frota de 183 mil veículos sem contar os emplacados no Espírito Santo

Campos
Por Laila Nunes
16 de julho de 2017 - 0h01

 

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Conforto, rapidez e praticidade. Não é o que todos procuram? Pode até ser, mas na cidade de Campos, por exemplo, andar de carro pode se transformar em uma verdadeira dor de cabeça. Principalmente quando o motorista deseja estacionar seu veículo na área central do município.

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Ruas estreitas, falta de demarcações, pedestres que não respeitam a sinalização, diversos pontos de táxis e muitos veículos de transporte alternativo. Tudo isso resulta em muita confusão e um engarrafamento que faz muitos motoristas “perderem a cabeça”.

Se estacionar nas ruas é uma tarefa árdua e quase impossível, para aquelas pessoas que possuem visão de negócio, essa situação se tornou quase uma loteria. O número de estacionamentos construídos em Campos é quase incontável.

O motorista pode até tentar circular pelas ruas para encontrar um lugar para deixar seu carro, mas na maioria das vezes acaba pagando – nem sempre um valor justo – pelo estacionamento, que ao contrário das vagas das ruas, são encontrados com muita facilidade.

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran), em dezembro do ano passado, a cidade de Campos tinha 134.541 carros, 38.312 motos, 7.427 caminhões e 1.678 ônibus.

Em uma pesquisa mais recente, em junho de 2017, o número de carros passou para 135.386 e motos 38.676. Já o número de caminhões e ônibus teve uma pequena queda, 7.414 e 1.673, respectivamente. Esse número não consta os motoristas que saem de Campos e seguem até o Estado do Espírito Santo, onde o emplacamento e o Imposto de propriedade de veículos Automotores (IPV) são mais baratos.

Segundo o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e transporte (IMTT), Renato Siqueira, o intenso trânsito e o grande congestionamento, principalmente nos horários de pico, estão sendo estudados.

“A dificuldade em encontrar local para estacionar na cidade ocorre por não haver ainda um sistema rotativo de ocupação das vagas, o que já está dentro do planejamento do órgão.”, disse o presidente.

No governo passado, a Prefeitura de Campos anunciou um projeto da construção de um parquímetro na cidade. Os principais objetos do projeto que ainda não foi colocado em prática eram: agilizar as operações de controle e fiscalização de estacionamentos em áreas públicas, com a promoção da rotatividade no uso das vagas, democratizando o estacionamento público em diversos setores da cidade, com emprego de parquímetros e câmeras, bem como incentivar a criação de mais estacionamentos com cancela em terrenos e edifícios garagens pela iniciativa privada.

Questionado sobre o andamento deste projeto, Renato revelou que o mesmo está em avançado estado de implantação. “É um processo que passará pela Câmara, por exigência da existência de uma lei para regulamentar o parquímetro, que não existe em Campos”, disse o presidente. Ainda de acordo com Renato Siqueira, o órgão está realizando um levantamento para saber quantos estacionamentos existem no município.

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Algumas vias de Campos são conhecidas pelos seus engarrafamentos, como por exemplo, a Rua Tenente Coronel Cardoso, antiga Formosa, até a Rua do Gás, durante a noite. Com relação a este problema, o presidente informou que um projeto de mobilidade urbana está em andamento.

“O projeto de mobilidade urbana é o que contempla o transporte de grande capacidade. Para isso, estamos cobrando o cumprimento das ordens de serviço das linhas, feitas pelos consórcios. Também, já alterando algumas ordens de serviço para melhorar o atendimento e a população possa optar pelo transporte coletivo de grande capacidade. Entretanto, há algumas dificuldades, sobretudo pela opção, em muitos casos, da população pelos carros sem autorização para o transporte de passageiros no município”, finalizou Renato.

Segundo uma análise do economista Alexandre Delvaux, Campos atualmente possui 487.186 habitantes, com um veículo para cada 3,6 habitantes. Para ele, como o município é um polo regional, o trânsito pode ser um problema.

“Os problemas de Campos, relacionados ao trânsito e mobilidade, são menores que em outras cidades ou não são tão graves. No entanto, vale lembrar que Campos é um polo regional e que o movimento diário de veículos e pedestres, concentrado no Centro, com suas ruas estreitas e, mais recentemente na Pelinca, acaba criando muitos problemas para residentes e visitantes. Existem dificuldades para encontrar vagas de estacionamento em diversas ruas, o que incentiva a oferta de serviços particulares, muito caros, e estimula a famigerada atuação de flanelinhas”, explicou o economista.

Alexandre também falou sobre os campistas que emplacam carros no Espírito Santo, o que faz imaginar que esta estatística possa ser bem maior. “As estatísticas indicam que a frota de Campos é subdimensionada, pois além da significativa população flutuante, por causa do grande número de visitantes dos municípios do entorno e de outras regiões do estado e do país, não é segredo para ninguém que a diferença das alíquotas do IPVA, praticadas nos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, estimula muitos moradores de Campos a emplacarem seus veículos nos municípios limítrofes ou mesmo em outras cidades, onde os campistas têm residências de veraneio ou parentes. Esta prática provoca um viés nas estatísticas, sendo muito provável que a frota de veículos por habitantes seja bem maior que um para cada 3,6 habitantes.”, finalizou Delvaux.

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De acordo com um empresário do ramo de estacionamentos, o negócio sempre foi muito lucrativo, mas devido à crise o número de motoristas que procuram pelo estacionamento teve uma queda.

“O resultado de lucro de estacionamento sempre foi excelente, mas agora neste ano tivemos uma queda. Em relação ao mês de junho do ano passado para o mesmo período deste ano, tivemos menos 1.000 carros que foram colocados no estacionamento”, disse Renato Burla, que alugou um terreno para estacionamento na Rua Câmara Júnior, no Bairro Pelinca