Por um trânsito lúcido

Mistura de álcool, velocidade, imprudência e irresponsabilidade tem tingido o asfalto e as páginas dos jornais de vermelho

Opinião
Por Redação
18 de junho de 2017 - 13h05

acidenteHá uma semana a horrenda mistura de velocidade, imprudência, irresponsabilidade, ou seja, um coquetel que ainda por cima é potencializado pelo álcool, tirou a vida de uma jovem publicitária em uma das avenidas urbanas de Campos. Esse coquetel letal tem tingido o asfalto e as páginas dos jornais de vermelho, o que, como acontece nos cruzamentos do trânsito, deveria indicar um sinal de que é o momento de parar.

Diante deste drama recorrente factual, repórteres do Terceira Via, com a velocidade do bem, buscaram desenhar esse perigoso quadro e descobriram que Campos é uma das cidades brasileiras com o trânsito mais violento, onde mais se mata e por consequência onde mais se morre.

Quando não deixa sequelas eternas. Há 10 anos um estudo acadêmico mostrou que Campos estava entre as 20 cidades brasileiras com maior índice de mortes no trânsito. E um dado salta aos olhos: era a única cidade não capital.
Será que a situação melhorou ou piorou em uma década? Tudo leva a crer que piorou, pois a frota aumentou assim como o consumo de álcool. Ao mesmo tempo em que a fiscalização como os radares, câmaras e pardais, ferramentas inibidoras foram reduzidas na cidade.

Mesmo com a Lei Seca, que joga pesado, motoristas, principalmente jovens, misturam álcool com velocidade e acabam adicionando sangue neste coquetel amargo. Algo tem que ser feito para frear tudo isso.

Não bastasse o fato de Campos já figurar como a 19ª cidade mais violenta do mundo em homicídios talvez, se fosse adicionada à estatística dos homicídios no trânsito, ela subisse vergonhosamente alguns degraus neste triste ranking.
É um quadro desesperador que deveria ser debatido por toda sociedade, que está vulnerável em todos os aspectos. É preciso punir exemplarmente esse tipo de crime, pois quem bebe e dirige assume o risco de se tornar um homicida.

Essa cidade de motoristas bêbados, velozes e perigosos precisa estar lúcida para debater esse problema.