Mobilização em prol de ações emergenciais em Atafona

Lançamento de abaixo-assinado e manifestação pacífica visam sensibilizar as autoridades federais em relação ao avanço do mar

Região
Por Redação
18 de junho de 2017 - 21h53
Prefeita Carla Machado participou do lançamento da mobilização (Foto: divulgação-Secom)

Prefeita Carla Machado participou do lançamento da mobilização (Foto: divulgação-Secom)

O avanço do mar em Atafona, litoral de São João da Barra – que há décadas vem deixando um rastro destruição – voltou a se intensificar nesses primeiros meses de 2017, sendo motivo de uma mobilização na busca de solução para o problema. A Prefeitura de São João da Barra, representada pela Secretaria de Meio Ambiente, se aliou aos movimentos criados pelos moradores e frequentadores da praia e lançou, no sábado, 17, no aniversário da cidade, um abaixo-assinado, que ficará disponível no site http://www.sjb.rj.gov.br e em um estande durante os festejos de São João Batista.

A meta é atingir, pelo menos, 20 mil assinaturas para que o documento seja enviado aos Ministérios das Cidades, da Integração Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Governo do Estado e Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Com a iniciativa, o poder público municipal e a sociedade esperam sensibilizar as autoridades competentes para uma análise emergencial e que medidas sejam tomadas para solucionar de forma definitiva a situação, se estendendo à praia do Açu, onde o avanço também vem acontecendo de forma recorrente.

Ao participar no sábado de uma manifestação pacifica junto à população durante os festejos de aniversário da cidade, a prefeita ressaltou que, além do movimento unindo Prefeitura e população, já existe todo um esforço da atual administração no sentido de obter o licenciamento dos órgãos ambientais e para angariar recursos que possam tirar do papel um projeto já elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) em Atafona.

“Precisamos do apoio financeiro do Governo Federal, até porque a costa brasileira é de responsabilidade da União e o valor estimado da obra torna inviável sua realização pela Prefeitura. Sabemos da gravidade da situação, do que vêm passando as pessoas que possuem comércio ou que residem próximo à área atingida e dos prejuízos já contabilizados em decorrência do fenômeno. É necessário que esse clamor ecoe cada vez mais alto nos ouvidos das autoridades”, disse.

A prefeita ressaltou, ainda, que recentemente entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cópia do projeto do INPH e que vem buscando apoio junto à bancada fluminense no Congresso Nacional visando a captação de recursos.