Cidades turísticas decretam estado de calamidade financeira

Oito municípios do Rio de Janeiro tentam equilibrar as contas diante de um cenário de muitas dívidas e baixos orçamentos

Estado do RJ
Por Redação
5 de janeiro de 2017 - 14h27
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Cidades estão em crise financeira (Foto: Reprodução)

O ano de 2017 começou com um sinal vermelho em algumas cidades do estado do Rio de Janeiro. Nesta semana, os novos prefeitos de sete municípios admitiram situação de calamidade financeira ao assumirem os cargos e se depararem com dívidas e baixos orçamentos. O estado de emergência foi publicado em decretos nos diários oficiais das cidades de Angra dos Reis, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Mesquita, Nova Iguaçu, Petrópolis, São Gonçalo e Rio das Ostras. O curioso é que alguns destes municípios são locais turísticos e atraem milhares de veranistas nesta época do ano.

O primeiro prefeito a reconhecer que não têm recursos suficientes para cumprir com as obrigações do governo foi o de Angra dos Reis.  Fernando Jordão (PMDB) decretou calamidade financeira no dia 1º de janeiro, logo após a posse, e vai fazer uma auditoria nas contas do município, na tentativa de renegociar contratos com fornecedores, definir cortes no orçamento e melhorar o atendimento na área da saúde.

Cabo Frio, o maior município da região dos Lagos, também admitiu situação agravante. O prefeito Marquinho Mendes (PMDB) quer desburocratizar processos e utilizar parte do orçamento para a compra de materiais básicos para hospitais públicos.

A cidade de Rio das Ostras segue o mesmo caminho e acumula mais de R$ 200 milhões em dívidas. O governo municipal pediu a instalação de Gabinete de Gerenciamento de Crise. A medida irá durar, inicialmente, por 120 dias.

O decreto de Arraial do Cabo pode terminar em 90 dias, podendo ser prorrogado. O município está com salários de funcionários atrasados.

As cidades de Mesquita e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, também vivem uma situação complicada. Salários atrasados e falta de serviços básicos, como coleta de lixo, são alguns dos problemas. O mesmo se repete em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A sede da prefeitura teve a energia cortada por falta de pagamento. Em Petrópolis, contratos estão sendo suspensos e alguns funcionários foram dispensados.